6 etapas para um projeto de engenharia pedagógica
A engenharia pedagógica foca no desenvolvimento das competências dos colaboradores, supervisionado por um responsável de formação.
Para criar uma formação, existem duas abordagens principais: a conceção de formação e a engenharia pedagógica. Descubra as diferenças.
Considerada um desafio de grande importância para a empresa, a formação profissional permite aos trabalhadores fazer face às constantes evoluções das profissões e das tecnologias. Para conceber uma formação adaptada às necessidades e objetivos dos formandos, criando ao mesmo tempo experiências de aprendizagem eficazes e eficientes, são utilizadas duas abordagens: a conceção de formação e a engenharia pedagógica. Embora sejam complementares, estes dois conceitos apresentam diferenças notáveis que a Lemon Learning vos propõe descobrir neste artigo.
Combinando a pedagogia, a psicologia, a aprendizagem, a comunicação e a utilização das tecnologias da informação, a engenharia pedagógica visa conceber formações adaptadas às necessidades dos formandos. É um elemento central no sucesso de qualquer projeto de formação à distância ou presencial. A sua implementação tem em conta os seguintes elementos :
Frequentemente designada pelo nome de modelo ADDIE (Análise, Design, Desenvolvimento, Implementação, Avaliação), a engenharia pedagógica serve para criar formações presenciais ou à distância eficazes e coerentes. É também uma ferramenta de avaliação que permite medir a aquisição de competências dos participantes, o alcance dos objetivos de formação, bem como o ajustamento do conteúdo em função das necessidades dos formandos.
Apresentada como a arte de conceber cursos que melhoram o desempenho, esta abordagem agrupa o conjunto de ferramentas e métodos que permitem a implementação do sistema ou dispositivo de formação adequado. Diferentes elementos devem ser tidos em conta. Trata-se do contexto profissional, da necessidade de formação, dos desafios económicos, da estratégia de aquisição de novas competências, etc.
Indispensável para a criação de um excelente percurso de formação, esta atividade permite alcançar os seguintes objetivos :
A sua implementação implica a participação da direção, do responsável pelos recursos humanos, dos representantes do pessoal, dos parceiros sociais, etc.
Embora estas duas abordagens sejam complementares, diferem em muitos aspetos.
Se uma permite construir um projeto de formação, a outra interessa-se pelo conteúdo que é proposto aos formandos. A conceção de formação está na origem do projeto e pilota o conjunto, enquanto a segunda abordagem se concentra nos métodos pedagógicos, nas ferramentas e nos módulos. Procura identificar os recursos necessários para a criação de uma formação de excelente qualidade.
A conceção de formação assenta em 4 etapas. A primeira é a análise das necessidades e da procura, de forma a determinar a necessidade de realizar uma formação. A segunda é a escolha dos dispositivos adequados para concretizar a ação de formação. Esta etapa requer a redação de documentos como o caderno de encargos, o orçamento previsional, o plano de formação, etc. Seguem-se a dinamização e a coordenação, que consistem em articular o trabalho dos formadores, assegurando que os participantes dispõem dos recursos necessários. Por fim, a fase de avaliação da formação permite verificar o bom desenvolvimento do plano e o cumprimento ou não dos objetivos.
A engenharia pedagógica, por sua vez, compreende 5 fases, que são:
A última etapa do processo é a avaliação da formação, para verificar a sua qualidade e eficácia a vários níveis. Para além da opinião dos participantes, podem ser utilizados vários elementos de medição.
Os conceptores de formações e os engenheiros pedagógicos devem possuir competências específicas. Os primeiros devem seguir um percurso em engenharia de formação, mas também ter um bom conhecimento das profissões da empresa, bem como do seu ambiente económico e social. Quanto aos segundos, devem possuir excelentes competências em informática e dispor, no mínimo, de uma licenciatura em ciências da educação.
Conceito-chave na estratégia de desenvolvimento de competências numa empresa, a engenharia das formações estabelece a ligação entre os objetivos da organização, as necessidades e os resultados produzidos pelos dispositivos de aprendizagem selecionados. É, por isso, indispensável para a elaboração de um plano estruturado.
Por outro lado, se for necessário propor ferramentas adaptadas ao perfil dos formandos ou criar os percursos de aprendizagem mais pertinentes possíveis, a engenharia pedagógica é a abordagem a privilegiar. Quer saber mais sobre este conceito? Na Lemon Learning, criámos o guia de engenharia pedagógica que lhe apresenta os desafios e as ferramentas utilizadas pelos docentes formadores no âmbito do seu trabalho.
Frequentemente utilizadas de forma intercambiável, a engenharia pedagógica e a conceção de formação são dois conceitos distintos, cada um com as suas próprias características e objetivos. Se o primeiro tem em conta o aspeto da formação, também considera as dimensões técnicas, económicas e sociais do projeto. A engenharia pedagógica, por sua vez, concentra-se na melhoria dos suportes didáticos de forma a maximizar a compreensão do ensino. A formação tradicional centra-se na transferência de conhecimentos sem consideração específica do contexto de aprendizagem ou das características dos formandos. É, portanto, essencial implementar um método de aprendizagem baseado na engenharia pedagógica para propor formações muito mais eficazes, alinhadas com os objetivos prosseguidos pela empresa.
A engenharia pedagógica foca no desenvolvimento das competências dos colaboradores, supervisionado por um responsável de formação.
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