Modelo ADDIE: guia completo das 5 fases da engenharia pedagógica
Descubra o que é o Modelo ADDIE, como funcionam as suas 5 fases de design instrucional e como aplicá-lo na formação empresarial e no e-learning. Guia
Flexibilidade, adaptabilidade, desempenho: descubra como o Blended Learning pode ajudá-lo a formar melhor os seus colaboradores.
Formação presencial, formação à distância, e se a chave residisse simplesmente no equilíbrio? Há alguns anos, um novo formato de aprendizagem tem vindo a conquistar o mundo empresarial: o blended learning. A Lemon Learning explica-lhe o que se esconde por detrás deste termo e como pode responder às necessidades da sua empresa e dos seus colaboradores.
Que tal começarmos pelas formas de aprendizagem já existentes no mundo do trabalho?
Se o formato das modalidades de formação empresarial foi durante muito tempo fixo, não tem parado de se diversificar com o tempo. Entre as mais conhecidas, conta-se em primeiro lugar a formação presencial. Geralmente ministrada de forma coletiva, representa 19% das modalidades de formação implementadas nas empresas (ISTF). No extremo oposto deste formato, a formação à distância representa 7% das modalidades de formação implementadas nas empresas (ISTF). Dos MOOCs ao mobile learning, passando pelas aulas virtuais, os vídeos ou ainda os módulos de e-learning, esta modalidade constitui a formação 2.0.
Por outro lado, há alguns anos que novos formatos de aprendizagem se vão abrindo caminho no mundo da formação. É o caso do fast-learning e do microlearning, formatos particularmente curtos, que se caracterizam por módulos de formação de, respetivamente, menos de 15 minutos e menos de 3 minutos. A vantagem? Estes formatos reduzidos favorecem a retenção de informação, evitando a sobrecarga cognitiva dos formandos. Mas há mais.
49% dos formandos consideram que a gamificação melhorou muito significativamente a qualidade da sua formação (ASTD).
Paralelamente a estas modalidades de aprendizagem, novas tendências afetam diretamente as formações, à imagem de a gamificação, que tende a torná-las mais lúdicas para os formandos. Serious games ou percursos interativos pontuados de recompensas (badges, medalhas, etc.): a dinâmica de jogo está cada vez mais presente e tem em conta a importância do prazer associado à aprendizagem. Mas então qual é a relação com o blended learning?
O blended learning é precisamente a combinação de todos estes dispositivos de formação. Também conhecido como "aprendizagem mista" ou "aprendizagem híbrida", o blended learning é um formato de aprendizagem que combina a formação presencial e a formação à distância. O objetivo? Tirar o melhor dos dois!
Já não é necessário perder a cabeça a escolher um dispositivo de formação fixo para todas as problemáticas da empresa, que são diversas e variadas e que devem ser tratadas individualmente. Deseja formar os seus colaboradores em gestão de equipas e em comunicação empresarial? Faça-o de forma presencial, não há nada como isso para compreender os mecanismos inerentes a estes desafios. Deseja formar os seus colaboradores nas suas aplicações? Faça-o à distância, tire partido dos avanços tecnológicos para os guiar passo a passo na adoção das ferramentas. Esta é a particularidade do blended learning: encontrar o equilíbrio certo para responder aos desafios das empresas e dos colaboradores de forma eficiente.
A aprendizagem mista representa 74% das modalidades de formação implementadas em 2019 (ISTF).
Se o blended learning é uma mais-valia considerável para as empresas, é sobretudo pela flexibilidade que permite adquirir. Com efeito, ao variar os dispositivos consoante as diferentes problemáticas, o blended learning permite melhorar a eficácia pedagógica das mesmas. As formações são mais direcionadas, mais adaptadas às diferentes necessidades e aos desafios da empresa e, por isso, mais eficazes. Mas há mais.
Face aos novos desafios da formação, como a digitalização ou a personalização dos conteúdos, o blended learning é indispensável. O motivo? Certos desafios, como a digitalização, a acessibilidade em tempo real ou a adoção digital, simplesmente não podem ser tratados de forma eficaz através de uma formação presencial. Da mesma forma, outros temas como a aprendizagem das soft skills (liderança, empatia, criatividade, sentido coletivo), não podem ser abordados unicamente através de uma formação à distância. Assim, escolher um dispositivo de formação fixo equivale a aumentar os custos de formação, seja em termos de orçamento, de competências dos colaboradores ou de desempenho da empresa. Ao facilitar a flexibilidade, o blended learning revela-se um excelente meio de reduzir os custos de formação, pois permite investir em dispositivos adaptados e eficazes.
Responder aos desafios das empresas é bom, responder aos desafios das empresas e dos colaboradores é ainda melhor. Porque recordemos que, o objetivo da formação é... formar. O objetivo é desenvolver as competências dos colaboradores, mas também colmatar a obsolescência das competências. É, portanto, fundamental envolver os colaboradores para obter resultados. Para tal, as formações devem responder às suas necessidades e às suas expectativas.
1% de um dia de trabalho. É o tempo que um colaborador pode dedicar ao desenvolvimento das suas competências (Bersin by Deloitte).
À semelhança das empresas, os colaboradores também precisam de flexibilidade. Primeiro, em termos de tempo. Pois se desenvolver competências é uma coisa, encontrar tempo para o fazer é outra. Outro ponto sujeito à flexibilidade: a autonomia. Segundo a Econocom-IDC, 82% dos utilizadores desejam ganhar autonomia para resolver os seus incidentes informáticos por si próprios. Face a estas problemáticas, as ferramentas tecnológicas como as plataformas de adoção digital, são particularmente adaptadas, nomeadamente porque são acessíveis em tempo real.
Ao adaptar-se a cada problemática individualmente, o blended learning responde a todos estes desafios. Graças à formação presencial, responde aos desafios mais ligados ao fator humano. Graças à formação à distância, permite uma melhor compreensão das novas tecnologias. Equilíbrio justo entre os diferentes dispositivos de formação, o blended learning favorece a autonomia dos colaboradores e permite-lhes desenvolver competências ao seu ritmo e de acordo com as suas necessidades.
Sabia? O microlearning pode ser utilizado como apoio a uma formação presencial, por exemplo para a utilização de software. Antes da formação, os módulos de microlearning podem assim permitir ter uma introdução às bases de um software. Uma vez realizada a formação presencial, o microlearning pode igualmente ser útil, nomeadamente para se formar em temas mais detalhados, não abordados durante a formação presencial. Como já compreendeu, o blended learning é o exemplo perfeito da complementaridade das formações presencial e à distância!
Na Lemon Learning, escolhemos basear a nossa solução no microlearning e no Learning By Doing para formações mais eficazes. E se somos tão adeptos do blended learning, é porque a nossa solução responde a um desafio maior das empresas: a transformação digital. Mas o que é que propomos exatamente?
A nossa solução é uma plataforma de adoção digital (DAP) que permite formar todos os colaboradores no software, e isso a partir dos seus próprios instrumentos. Guiados passo a passo em cada etapa da utilização das suas ferramentas, os colaboradores superam as dificuldades tecnológicas e tornam-se mais eficientes. A Lemon Learning acompanha as suas equipas em tempo real graças a guias interativos acessíveis 24/7. Resultado? Os seus custos de suporte diminuem e os seus colaboradores navegam com total autonomia: cada um pode concentrar-se nas tarefas importantes do seu posto. E porque um projeto nunca é tão eficaz como quando é medido, a Lemon Learning dá-lhe igualmente acesso a estatísticas que permitem recolher, analisar e adaptar as suas formações.
FONTES
"Les chiffres 2020 du digital learning", ISTF, 2020
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