A engenharia pedagógica consiste em criar conteúdos de formação adaptados às necessidades dos formandos, aos recursos disponíveis e ao perfil do formador. Conceber um projeto pedagógico implica ter em conta fatores técnicos, económicos e financeiros. O seu foco principal é o desenvolvimento das competências dos colaboradores, num processo supervisionado pelo responsável de formação da empresa. Descubra as seis etapas-chave desta abordagem.
1. Análise prévia das necessidades
Nesta primeira etapa, o engenheiro pedagógico procura compreender o pedido do cliente e os objetivos de aprendizagem. No contexto de uma formação profissional, são considerados múltiplos fatores: os objetivos dos dirigentes da empresa, as expectativas dos colaboradores e as exigências do mercado de trabalho.
Identificar competências existentes e lacunas objetivas permite ao formador determinar os métodos mais adequados para as corrigir. A avaliação das necessidades pode assentar em inquéritos realizados junto do público-alvo, de forma a confrontar as necessidades expressas com as necessidades reais e a reorientar o projeto sempre que necessário.
2. Conceção da formação
Após a análise, o engenheiro pedagógico inicia a conceção do projeto de ensino. Os objetivos são definidos com base nos resultados esperados pela empresa, nas necessidades identificadas e no projeto pedagógico. Nesta fase, os formadores identificam os métodos pedagógicos mais adequados para atingir esses objetivos.
São também definidos os conteúdos e as modalidades de instrução: formação à distância, presencial ou blended learning. O resultado é um plano de formação profissional estruturado, com temas, módulos e tipos de interação claramente definidos, alinhado com as necessidades dos colaboradores e da empresa.
3. Desenvolvimento dos suportes pedagógicos
A terceira etapa da engenharia pedagógica é a criação dos suportes de aprendizagem. Estas ferramentas são selecionadas em função de vários critérios:
os pedidos dos formandos,
os conteúdos das formações,
as modalidades da formação (em linha ou presencial),
o momento de utilização do suporte durante a formação,
o orçamento disponível.
Os suportes devem permitir o desenvolvimento de novas competências e a consolidação de conhecimentos já adquiridos. Os conteúdos interativos podem assumir diferentes formas: vídeos, módulos e-learning, infografias, jogos educativos, atividades práticas, entre outros.
Para estruturar esta fase, os engenheiros pedagógicos podem apoiar-se no Modelo ADDIE, um método que permite conceber dispositivos de formação de forma sistemática. É igualmente importante integrar momentos de trabalho autónomo e de troca entre participantes.
4. Implementação da atividade pedagógica
A gestão do percurso de ensino é uma das etapas mais determinantes de todo o projeto. Esta fase engloba os aspetos práticos indispensáveis à colocação em prática da formação, que variam consoante a modalidade escolhida.
No caso de formação em linha, implica a publicação dos materiais pedagógicos numa plataforma de e-learning. Em formato presencial, consiste em preparar as instalações adequadas e disponibilizar os documentos necessários aos formandos. Esta fase inclui também a preparação e o acompanhamento dos próprios formadores.
5. Avaliação da formação
Na fase de avaliação, o formador ou o organismo prestador de serviços verifica a qualidade e a eficácia do dispositivo pedagógico a vários níveis. Os contributos dos participantes são tidos em conta, assim como as novas competências adquiridas e o seu impacto no desempenho da empresa. Para calcular o retorno sobre o investimento (ROI) da formação, subtrai-se o custo da aprendizagem à mais-valia que esta gera.
A avaliação incide também sobre os formadores, aferindo a sua capacidade de transmitir conhecimentos. Nesta etapa da engenharia pedagógica, analisa-se igualmente a qualidade global da formação: respeitou o pedido inicial? Produziu resultados satisfatórios? Cumpriu o orçamento previsto? Estes indicadores permitem medir o benefício gerado e identificar alavancas de melhoria.
6. Otimização contínua
Um programa de formação deve acompanhar a evolução das temáticas, dos contextos e das expectativas dos participantes. Por isso, é necessário adaptar e melhorar continuamente os conteúdos e os métodos utilizados. Uma reunião de acompanhamento, realizada algum tempo após o fim da missão, permite aos formandos partilhar os seus sucessos, os problemas encontrados e os resultados obtidos.
Esta interação oferece uma perspetiva externa sobre potenciais ajustes e permite capitalizar os resultados para projetos futuros. Os comentários e as recomendações dos participantes são uma prova concreta da qualidade das formações. Com base nos dados recolhidos, os engenheiros pedagógicos aperfeiçoam continuamente a experiência de aprendizagem.
Com múltiplas facetas, a engenharia pedagógica tem como missão garantir a qualidade do ensino e rentabilizar o investimento das empresas em formação. O engenheiro pedagógico concebe soluções à medida e mantém-se permanentemente atento às evoluções pedagógicas, às novas ferramentas e aos perfis dos formandos. Seguir estas seis etapas é essencial para implementar uma formação profissional de grande qualidade ao serviço dos seus colaboradores. A Lemon Learning apoia as equipas de formação e desenvolvimento na adoção de ferramentas digitais, complementando cada uma destas fases com apoio contextual e interativo diretamente nos sistemas utilizados pelos colaboradores.
Aprenda a digitalizar os processos de negócio da sua organização com este guia prático: mapeamento, seleção de ferramentas, formação e melhoria...
Lukas Joseph
jan. 1, 1970
Receba as últimas novidades sobre adoção digital
Seja o primeiro a receber as melhores práticas e tendências em adoção digital e marketing B2B SaaS. Descubra como engajar melhor seus usuários, otimizar suas ferramentas de trabalho e acelerar a adoção de softwares com base nas experiências do ecossistema Lemon Learning.