Os erros de governação de TI têm impacto não só na direção dos sistemas de informação, mas em toda a empresa. Conhecê-los é o primeiro passo para os evitar e adotar as melhores práticas. A Lemon Learning apresenta cinco erros que comprometem a governação de TI e que vale a pena ter presentes antes de avançar com qualquer projeto.
Erro 1: negligenciar o alinhamento estratégico
Uma governação de TI eficaz exige que a sua estratégia esteja alinhada com a da empresa. Sem esse alinhamento, os sistemas de informação deixam de ser um motor de criação de valor e passam a ser um conjunto de iniciativas desconexas.
A equipa da direção dos sistemas de informação (DSI) deve estabelecer um plano de governação que reflita os objetivos gerais da organização. Quando este alinhamento estratégico é negligenciado, as consequências são sérias: os objetivos de negócio ficam por atingir e a organização pode perder credibilidade junto de clientes e parceiros comerciais.
Erro 2: subestimar a importância da comunicação
Antes de tornar efetiva a governação de TI, a DSI deve comunicar o plano de ação a todos os serviços da organização e a todas as partes interessadas. Parceiros, colaboradores e responsáveis sénior de TI precisam de estar informados desde o início.
Uma comunicação eficaz garante que cada parte interessada conhece o seu papel e as suas responsabilidades. Por exemplo, os serviços jurídicos devem ser envolvidos para avaliar as questões de conformidade e regulamentação. Sem esta partilha de informação, o projeto fica vulnerável a mal-entendidos e a decisões tomadas em silos.
Erro 3: ignorar a gestão de riscos
Uma governação dos sistemas de informação que não integra a gestão de riscos está, à partida, fragilizada. Ignorar este aspeto expõe a empresa a problemas como:
vulnerabilidades no sistema informático,
condicionalismos decorrentes de falta de disponibilidade,
perda de confiança por parte dos clientes.
É, por isso, fundamental que a DSI identifique os riscos desde o início do processo e implemente um sistema para os avaliar. Só assim é possível estabelecer um plano de gestão de riscos eficaz que proteja também a segurança dos sistemas de informação.
Erro 4: ignorar a formação e o desenvolvimento de competências
A governação de TI envolve vários colaboradores que precisam de competências adequadas para conduzir e gerir os processos de TI. Contratar pessoas qualificadas é um bom ponto de partida, mas não é suficiente por si só.
O ambiente de negócios muda constantemente, e as competências de hoje podem ficar desatualizadas rapidamente. Para acompanhar essa evolução, as empresas devem investir na formação contínua dos seus colaboradores, nomeadamente na análise de indicadores-chave de desempenho (KPI) e no domínio das ferramentas de governação. Sem essa atualização regular, o quadro de governação implementado torna-se progressivamente ineficaz.
A governação dos sistemas de informação apoia-se em ferramentas e referenciais específicos, entre os quais:
o referencial COBIT,
o ITIL,
as normas ISO,
o COSO.
Cada uma destas ferramentas cumpre funções distintas na implementação de uma governação de TI sólida. Com a evolução tecnológica, sofrem atualizações frequentes e algumas tornam-se obsoletas. Os DSI devem acompanhar regularmente essas atualizações e estar atentos ao surgimento de novas ferramentas, para manterem a eficácia da governação informática da sua organização e não ficarem atrás da concorrência.
Ter estes cinco erros presentes é o melhor ponto de partida para construir uma governação de TI verdadeiramente eficaz na sua empresa.
Descubra por que a formação em gestão da mudança é indispensável, a quem se destina, que competências desenvolve e como escolher os melhores...
Lukas Joseph
jan 1, 1970
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