Aprender Fazendo: O Que é o Learning by Doing e as Suas 6 Vantagens nas Empresas
O que é o learning by doing, quais as suas origens em John Dewey e Kenneth Arrow, e quais as 6 vantagens desta metodologia para a formação...
Conheça os 7 principais modelos de gestão da mudança, compare as suas diferenças e saiba qual a metodologia mais adequada para a sua organização.
Os modelos de gestão da mudança fornecem um conjunto estruturado de ações para guiar organizações através de processos de transformação, desde a adoção de novas tecnologias até fusões ou reestruturações internas. Os sete modelos mais reconhecidos são: o Modelo de Lewin, o modelo ADKAR, o Modelo 7-S da McKinsey, o Modelo de 8 Etapas de Kotter, o Modelo de Transição de Bridges, a Curva da Mudança de Kübler-Ross e o Ciclo PDCA de Deming. Compreender as diferenças entre estes modelos é o ponto de partida para construir uma estratégia de gestão da mudança adequada à realidade da sua organização.
Os modelos de gestão da mudança são metodologias desenvolvidas para orientar organizações e colaboradores durante processos de transformação. O seu objetivo é criar um conjunto de procedimentos que facilite a adaptação das equipas a novas práticas, ferramentas, estruturas ou culturas organizacionais, reduzindo a resistência e aumentando a probabilidade de sucesso.
Estes modelos foram desenvolvidos a partir da observação de comportamentos humanos no local de trabalho e de análises de processos de transformação bem e malsucedidos. Cada modelo parte de premissas diferentes, mas todos partilham um denominador comum: colocar as pessoas no centro da mudança. Perceber como cada um funciona é essencial para selecionar a abordagem certa para cada projeto.
"Historicamente, a gestão da mudança nasceu nos Estados Unidos com John Kotter como figura maior, assente em abordagens muito deterministas que hoje são vistas como desatualizadas."

O Modelo de Mudança de Lewin divide a gestão da mudança em três fases sequenciais: descongelamento, modificação e recongelamento. Apesar de remontar à década de 1940, continua a ser amplamente utilizado pela sua clareza e aplicabilidade.
Este modelo é especialmente útil em projetos com um ponto de partida e um ponto de chegada bem definidos, onde o objetivo é estabilizar rapidamente um novo modo de funcionamento.
O modelo ADKAR (Consciencialização, Desejo, Conhecimento, Capacidade e Reforço) foca-se na mudança ao nível individual. Foi criado por Jeffrey Hiatt, fundador da Prosci, com base na análise de centenas de processos de mudança organizacional ao longo de vários anos.
Ao contrário de modelos centrados nos processos organizacionais, o ADKAR parte do pressuposto de que a mudança coletiva só acontece quando cada indivíduo atravessa com sucesso cada uma destas cinco etapas. É uma abordagem particularmente eficaz para projetos de adoção de software ou de transformação cultural.

O Modelo 7-S da McKinsey é uma ferramenta de diagnóstico organizacional que avalia como sete elementos fundamentais de uma empresa funcionam de forma interdependente. Foi desenvolvido no final da década de 1970 por consultores da McKinsey e continua a ser referência para projetos de transformação sistémica.
O modelo divide os sete elementos em duas categorias:
| Elementos Hard (tangíveis) | Elementos Soft (intangíveis) |
|---|---|
| Estratégia (Strategy) | Estilo (Style) |
| Estrutura (Structure) | Pessoas (Staff) |
| Sistema (Systems) | Competências (Skills) |
| Valores partilhados (Shared Values), elemento central | |
A premissa central é que qualquer alteração num destes elementos provoca um efeito em cadeia nos restantes. Por isso, qualquer plano de gestão de mudanças que utilize este modelo deve analisar todos os elementos antes de iniciar a implementação, garantindo que a transformação é coerente em toda a organização.
O Modelo de 8 Etapas de John Kotter é um roteiro sequencial para líderes que pretendem conduzir projetos de transformação organizacional. Kotter desenvolveu este modelo após observar mais de cem organizações em processos de mudança, identificando os erros mais comuns e as condições necessárias para o sucesso.
Este modelo é adequado para transformações de grande escala, onde a liderança e a comunicação são fatores críticos de sucesso. A sua natureza sequencial facilita o acompanhamento do progresso e a identificação de desvios ao plano.
O Modelo de Transição de Bridges, desenvolvido pelo consultor William Bridges, distingue-se dos restantes por diferenciar "mudança" de "transição". Para Bridges, a mudança é o evento externo; a transição é o processo psicológico interno que os colaboradores atravessam para se adaptarem a esse evento.
O modelo identifica três fases:
Fim e desprendimento: Os colaboradores precisam de deixar para trás formas antigas de trabalhar. É nesta fase que a resistência à mudança é mais intensa, pois implica abandonar a estabilidade conhecida.
A zona neutra: Um estado de limbo em que os colaboradores já não seguem os antigos processos, mas ainda não adotaram os novos. Esta fase é frequentemente marcada por confusão e queda de produtividade, mas também pode ser um momento de criatividade e inovação.
O novo começo: A fase de aceitação e integração plena da mudança, em que os colaboradores desenvolvem uma nova identidade profissional alinhada com a nova realidade organizacional.
A principal utilidade deste modelo é alertar os gestores para o facto de que impor uma mudança sem gerir a transição interna dos colaboradores é uma das causas mais comuns de insucesso nos projetos de transformação. Para aprofundar as estratégias de gestão da resistência dos colaboradores à mudança, vale a pena explorar abordagens complementares.
A Curva da Mudança de Kübler-Ross aplica ao contexto organizacional o modelo das cinco fases do luto desenvolvido pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross. O modelo reconhece que a mudança provoca uma resposta emocional nos colaboradores que, se ignorada, pode comprometer o sucesso da transformação.
As cinco fases são:
A Curva de Kübler-Ross é particularmente valiosa em projetos de mudança que envolvem alterações significativas de funções, ferramentas ou estruturas organizacionais. O modelo sublinha a importância da empatia, da escuta ativa e da comunicação transparente por parte dos líderes. Cada colaborador atravessa estas fases a um ritmo diferente, pelo que o apoio deve ser personalizado.
O Ciclo PDCA (Planear, Fazer, Verificar, Agir), também conhecido como Roda de Deming ou Ciclo de Deming, foi desenvolvido pelo estatístico e consultor de gestão W. Edwards Deming. Ao contrário dos modelos anteriores, o PDCA é um processo circular e iterativo, orientado para a melhoria contínua.
Este modelo é especialmente adequado para organizações que pretendem introduzir mudanças de forma gradual e controlada, testando soluções antes de as implementar globalmente. A sua natureza cíclica permite corrigir erros rapidamente e adaptar a abordagem em função dos resultados reais.

Cada modelo serve propósitos distintos. A tabela seguinte resume as principais características de cada um para facilitar a escolha da abordagem mais adequada ao seu contexto.
| Modelo | Foco principal | Ideal para |
|---|---|---|
| Lewin | Fases sequenciais de transformação | Mudanças com início e fim bem definidos |
| ADKAR | Mudança individual | Adoção de software, formação, transformação cultural |
| 7-S da McKinsey | Diagnóstico organizacional sistémico | Reestruturações e fusões |
| Kotter (8 etapas) | Liderança e comunicação | Transformações de grande escala |
| Bridges | Transição psicológica dos colaboradores | Mudanças com forte impacto emocional |
| Kübler-Ross | Resposta emocional à mudança | Projetos com resistência elevada |
| PDCA de Deming | Melhoria contínua e iterativa | Mudanças graduais e projetos-piloto |
Não existe um modelo universalmente correto. A escolha depende da escala da mudança, da cultura organizacional, do nível de resistência esperado e dos recursos disponíveis. Em muitos projetos, a abordagem mais eficaz consiste em combinar elementos de diferentes modelos.
O denominador comum entre todos os modelos é claro: os colaboradores devem estar no centro de qualquer processo de mudança. A transformação só é sustentável quando permeia todos os níveis da organização e quando as pessoas compreendem, aceitam e abraçam o novo estado.
Independentemente do modelo escolhido, existem princípios transversais a qualquer plano de gestão de mudanças bem-sucedido:
Ferramentas digitais podem desempenhar um papel determinante na execução destas estratégias. A Lemon Learning é uma plataforma de adoção digital concebida para apoiar projetos de gestão da mudança e transformação digital, fornecendo orientação contextualizada diretamente nas ferramentas utilizadas pelos colaboradores, em tempo real. A plataforma disponibiliza ainda análises detalhadas do comportamento dos utilizadores, permitindo uma tomada de decisão baseada em dados ao longo de todo o processo de mudança. Conheça a solução de gestão da mudança da Lemon Learning e perceba como pode acelerar
Os modelos mais utilizados são: o Modelo de Mudança de Lewin (descongelamento, modificação e recongelamento), o modelo ADKAR (Consciencialização, Desejo, Conhecimento, Capacidade e Reforço), o Modelo 7-S da McKinsey, o Modelo de 8 Etapas de Kotter, o Modelo de Transição de Bridges, a Curva da Mudança de Kübler-Ross e o Ciclo PDCA de Deming. Cada modelo aborda a mudança organizacional de uma perspetiva diferente, pelo que a escolha depende do contexto e dos objetivos da organização.
Os tipos de gestão da mudança variam conforme o foco: alguns modelos, como o ADKAR e o de Bridges, centram-se na experiência individual dos colaboradores; outros, como o 7-S da McKinsey, analisam a organização de forma sistémica; e outros ainda, como o modelo de Kotter, fornecem um roteiro sequencial de liderança. A escolha do tipo adequado depende da escala, da cultura organizacional e dos objetivos da mudança.
Um plano de gestão de mudanças eficaz deve incluir: diagnóstico da situação atual, definição de objetivos claros, identificação das partes interessadas, escolha do modelo adequado (por exemplo, ADKAR ou Kotter), estratégia de comunicação, plano de formação e acompanhamento dos colaboradores, e mecanismos de monitorização e ajuste contínuos. Colocar os colaboradores no centro do processo é o denominador comum entre todos os modelos reconhecidos.
As estratégias que mais contribuem para o sucesso incluem: envolver os colaboradores desde o início, garantir comunicação transparente e regular, assegurar o compromisso da liderança de topo, criar objetivos de curto prazo mensuráveis, disponibilizar formação contextualizada e apoio contínuo no posto de trabalho, e monitorizar o progresso com dados. Ferramentas digitais de acompanhamento, como plataformas de adoção digital, permitem apoiar os utilizadores em tempo real durante a transição.
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